Goiás encerrou 2025 com US$ 13,4 bilhões em exportações e superávit comercial de US$ 8 bilhões.
Resultado 20% superior ao registrado em 2024. Os números constam no Boletim do Comércio Exterior divulgado pelo Instituto Mauro Borges (IMB).
No acumulado do ano, as exportações cresceram 8,9% em comparação com o ano anterior, enquanto as importações somaram US$ 5,3 bilhões, com recuo de 4,4%. Apenas em dezembro, o estado exportou US$ 1 bilhão, com aumento expressivo em relação ao mesmo período de 2024 e superávit mensal de mais de US$ 600 milhões. No cenário nacional, Goiás ocupou a oitava posição entre os estados exportadores, respondendo por 3,8% das vendas externas do país.
O agronegócio manteve papel fundamental na economia goiana e foi responsável por 81,4% das exportações, movimentando US$ 10,9 bilhões em 2025. Entre os principais produtos vendidos ao exterior estão o complexo soja (US$ 6,2 bilhões), o complexo carne (US$ 2,7 bilhões), os minérios (US$ 1,8 bilhão) e o milho e derivados (US$ 1 bilhão). Juntos, esses itens representam a maior parte da pauta exportadora do estado.
A China permaneceu como o principal destino dos produtos goianos, com US$ 5,8 bilhões em compras. Na sequência aparecem Estados Unidos e Irã, ambos com crescimento nas aquisições. O México também ampliou significativamente as importações de produtos goianos, especialmente carnes.
Do lado das importações, Goiás adquiriu principalmente produtos farmacêuticos (US$ 1,9 bilhão), veículos e peças (US$ 773 milhões) e máquinas e equipamentos mecânicos (US$ 689 milhões). A China lidera como principal país fornecedor, seguida por Alemanha e Estados Unidos.
Entre os municípios, Rio Verde foi o maior exportador do estado, concentrando 29% do total. Jataí e Mozarlândia aparecem na sequência. Já nas importações, Anápolis liderou com 40,3% do total adquirido, seguida por Catalão e Aparecida de Goiânia.