Goiás se consolida como referência nacional no enfrentamento à criminalidade
Autoridades do Ministério da Justiça e do sistema de Justiça goiano destacam resultados históricos alcançados na área da segurança pública
As ações de segurança pública implementadas em Goiás ao longo dos últimos sete anos colocaram o estado em posição de destaque no cenário nacional. Representantes do Ministério da Justiça, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e do sistema de Justiça de Goiás reconheceram os avanços obtidos, que resultaram em uma redução de 90% nos índices de roubo e de 62% nos casos de homicídio. O reconhecimento ocorreu durante o lançamento do programa IA Contra o Crime, realizado nesta segunda-feira (26/1), em Goiânia, iniciativa voltada à ampliação do uso de tecnologia e inteligência no combate à criminalidade.
De acordo com o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Rodney da Silva, a estratégia adotada pelo governo goiano tornou o estado um exemplo para o país. Segundo ele, os resultados positivos são consequência direta da combinação entre investimentos contínuos, aplicação de tecnologias avançadas e liderança política. “A segurança pública exige comando, planejamento e exemplo. Goiás conseguiu reunir esses elementos”, afirmou, ao ressaltar que, atualmente, apenas Goiás e Santa Catarina se destacam como referências nacionais na área.
O presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Leandro Crispim, também atribuiu os resultados a uma transformação estrutural na atuação do Estado. Para ele, os avanços observados refletem principalmente as políticas adotadas nos últimos sete anos. “Goiás ocupa hoje uma posição de vanguarda no uso de ferramentas tecnológicas no enfrentamento à criminalidade, inclusive com a incorporação da inteligência artificial”, destacou.
Na mesma linha, o procurador-geral do Estado, Cyro Terra, ressaltou o fortalecimento das forças de segurança e a atuação integrada com o Ministério Público como fatores decisivos para o atual cenário. Ele lembrou que, anos atrás, a expressiva redução dos índices criminais parecia improvável. “Se em 2017 alguém dissesse que seria possível alcançar esses números, muitos duvidariam. Hoje, essa realidade foi construída com trabalho e integração”, afirmou, ao elogiar o empenho dos profissionais da segurança pública.
O procurador-geral também enfatizou a importância da autonomia das instituições e da atuação conjunta para garantir a legalidade das medidas que devolveram ao Estado o controle do sistema prisional, considerado um passo fundamental no enfrentamento ao crime organizado e às facções criminosas.
Fotos: Wesley Costa e André Saddi
