
Homicídios: ‘Novo Lázaro’ Espalha o Terror por Cidades Goianas
Antônio Luis Amorim Barbosa, de 36 anos, carrega um rastro sangrento de crimes que abalaram cinco cidades de Goiás. O suspeito, apelidado de “Novo Lázaro”, deixou um rastro de morte e desespero, assassinando brutalmente três pessoas em uma casa de acolhimento em Senador Canedo, apenas dias depois de sair da prisão. Sua liberdade veio por meio de um habeas corpus concedido em junho, pouco antes de ele cometer um triplo homicídio que chocaria a população local.
A ferocidade de seus atos e sua trajetória de violência macabra se desenrolam como um enredo sombrio, pintando um quadro de horror. Antônio já está vinculado a cinco homicídios e dois latrocínios, espalhando medo por cidades como Luziânia, Pirenópolis, Anápolis, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo. As sombras de seus crimes o seguem, deixando famílias destruídas e uma sociedade em luto e desespero.
Em uma tarde de julho, o sangue correu em Senador Canedo. Antônio, o andarilho de olhar frio, matou sem hesitação, apenas semanas após ter conseguido a liberdade pelo assassinato de 2015. Àquela época, ele já havia cometido um ato de violência tão cruel quanto perturbador: atraiu a vítima com falsas promessas de paz antes de realizar seu plano mortal. A sentença que o libertou alegou a falta de provas para afirmar que ele voltaria a ser um perigo à ordem pública. Mas as vidas ceifadas em julho provaram o contrário, e a sociedade pagou um preço alto por essa decisão.
Sociopatia ou puro mal?
Relatos no tribunal pintaram a imagem de um homem com traços claros de sociopatia: alguém sem compaixão, indiferente ao sofrimento alheio, um predador urbano que vê as ruas de Goiás como seu próprio território de caça. As descrições são de um homem com um “baixo senso de justiça”, alguém para quem a dor do próximo não passa de uma distração insignificante.
Seu nome está marcado em processos criminais que descrevem atos horrendos, como o assassinato de Bruno Manoel da Silva Carlos. Esse crime foi cometido com uma frieza impressionante: pedradas violentas, desferidas em plena luz do dia, no coração de Luziânia, deixando uma marca que nunca será apagada. Mesmo após uma condenação de 18 anos por esse homicídio brutal, a pergunta permanece: quantos mais terão que sofrer até que essa saga de violência termine?
Justiça ou tragédia anunciada?
Antônio Luis Amorim Barbosa, o “Novo Lázaro”, é mais do que um criminoso. Ele é um símbolo de falhas do sistema, de um perigo que a sociedade ainda tenta compreender e conter. Enquanto sua história se desenrola em tribunais e manchetes, uma coisa é certa: as marcas de sua violência serão lembradas por muito tempo, e a busca por justiça, ou mesmo por respostas, ainda está longe de terminar.
Fonte: Redação