Agricultura familiar fortalece a alimentação escolar nas unidades públicas de Goiás
Produtos cultivados por agricultores familiares do estado fazem parte das refeições oferecidas aos estudantes da rede pública estadual de ensino de Goiás. A iniciativa integra o planejamento dos cardápios escolares e amplia a participação da produção local no abastecimento das escolas.
Atualmente, 45% dos recursos destinados à compra de alimentos para a merenda escolar são utilizados na aquisição de produtos provenientes da agricultura familiar. O índice supera a exigência estabelecida pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que determina a aplicação mínima de 30% dos recursos nessa modalidade de compra.
A aquisição dos alimentos ocorre por meio de chamadas públicas organizadas pelos Conselhos Escolares. Após a compra, os produtos são encaminhados às unidades de ensino, onde são utilizados na preparação das refeições planejadas pelos nutricionistas da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
Entre os alimentos fornecidos pelos produtores estão frutas, hortaliças, legumes, leite, ovos, polpas de frutas e produtos de panificação. Além desses itens, as escolas também recebem alimentos industrializados e não perecíveis, adquiridos para complementar o abastecimento e garantir o cumprimento dos cardápios definidos para os estudantes.
Incentivo à alimentação saudável
A inclusão de alimentos frescos e pouco processados faz parte das estratégias nutricionais adotadas pela rede estadual. A presença de frutas, verduras, legumes, leite e ovos nas refeições escolares contribui para uma alimentação mais diversificada e adequada às necessidades dos alunos.
Além do fornecimento de refeições, as escolas promovem atividades de educação alimentar com o objetivo de estimular escolhas mais saudáveis e incentivar a construção de bons hábitos alimentares durante a formação escolar.
A compra de produtos da agricultura familiar também fortalece a economia regional ao possibilitar que produtores locais participem diretamente do fornecimento de alimentos para a rede pública, seguindo as recomendações do PNAE.
Ampliação da oferta de frutas
Para o segundo semestre, continua válida a Portaria nº 3.183, de 12 de maio de 2026, que orienta a priorização da oferta de frutas frescas nos cardápios escolares, levando em consideração a variedade disponível e o período de produção de cada alimento.
Nas escolas que funcionam em período parcial, a recomendação é que as frutas sejam oferecidas em, no mínimo, dois dias por semana. Já nas unidades de ensino em tempo integral, a oferta deve ocorrer em quatro dias semanais.
A Gerência de Alimentação Escolar da Seduc acompanha a aplicação das normas, orienta as escolas e oferece apoio aos profissionais responsáveis pela elaboração dos cardápios.
Organização da alimentação escolar para 2027
Mesmo com o calendário letivo de 2026 ainda em andamento, a preparação da alimentação escolar para o próximo ano já está sendo realizada. O planejamento começa no segundo semestre e envolve a participação das escolas, das Coordenações Regionais de Educação (CREs) e da Gerência de Alimentação Escolar da Seduc.
Cada unidade escolar desenvolve seus cardápios de acordo com as características da comunidade atendida, a disponibilidade dos alimentos em cada período do ano e a preferência dos estudantes. Depois dessa etapa, os nutricionistas da Secretaria fazem a avaliação técnica para verificar se as propostas seguem as normas do PNAE.
Com os cardápios aprovados, as CREs calculam a quantidade de alimentos necessária para atender toda a rede estadual. A partir de agosto, têm início os processos de contratação e organização das atas de registro de preços que garantirão o fornecimento dos produtos durante o ano letivo de 2027.
Foto: Seapa
