Saúde Estadual reforça medidas de prevenção contra dengue e chikungunya durante a estiagem

Eliminação de recipientes que acumulam água é a principal medida para prevenir a proliferação do Aedes aegypti

Saúde Estadual reforça medidas de prevenção contra dengue e chikungunya durante a estiagem

Calor intenso, baixa umidade e chuvas irregulares aceleram o ciclo de reprodução do Aedes aegypti e mantêm elevado o risco de transmissão das arboviroses em Goiás

O período de estiagem em Goiás exige atenção permanente da população para a prevenção da dengue, chikungunya e zika. Em 2026, a influência do fenômeno El Niño, associada às altas temperaturas, à baixa umidade do ar e às chuvas irregulares, cria condições favoráveis para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) reforça que eliminar possíveis criadouros continua sendo a principal estratégia para conter o avanço das arboviroses, já que o vetor mantém seu ciclo de reprodução mesmo durante a seca.

“O El Niño traz um cenário de estiagem prolongada e temperaturas mais elevadas, o que acelera o ciclo de vida do mosquito. Se antes ele levava de sete a dez dias para chegar à fase adulta, com o calor esse período pode cair para cinco a sete dias. Por isso, mesmo durante a seca, não podemos relaxar os cuidados”, explica a superintendente de Vigilância Epidemiológica e Imunização da SES, Cristina Laval.

Até julho deste ano, Goiás registrou 147.084 notificações de dengue, com 96.174 casos confirmados. Também foram confirmados 75 óbitos, enquanto outros 37 permanecem em investigação.

Em relação à chikungunya, o Estado contabilizou 13.243 casos notificados, sendo 11.128 confirmados, além de quatro mortes confirmadas e seis em investigação.

Na comparação com o mesmo período de 2025, observa-se redução nos casos de dengue. Naquele ano, foram registradas 164.536 notificações, 101.415 confirmações, 122 óbitos confirmados e nove em investigação. Já a chikungunya apresentou crescimento expressivo em 2026. Em 2025, haviam sido registrados 3.463 casos notificados e 2.034 confirmações.

Os dados sobre zika também mostram mudança no cenário epidemiológico. Em 2025, Goiás registrou 310 casos notificados, com 21 confirmações. Em 2026, até o momento, são 394 casos suspeitos e duas confirmações, sem registro de óbitos relacionados à doença.

Segundo Cristina Laval, a maior parte dos focos do mosquito continua dentro das residências. “Os criadouros continuam existindo dentro das residências. Vasos de plantas, ralos, vasos sanitários em desuso e recipientes que armazenam água permanecem sendo locais ideais para a reprodução do mosquito. Muitas famílias também armazenam água durante a estiagem, e esses reservatórios precisam permanecer sempre vedados”, reforça.

A vacina contra a dengue está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes de 10 a 14 anos, conforme o Programa Nacional de Imunizações. No entanto, a imunização é considerada uma medida complementar. A forma mais eficaz de prevenção continua sendo a eliminação de qualquer recipiente que possa acumular água e servir de criadouro para o mosquito.

A SES orienta que a população realize inspeções frequentes em casa, mantenha caixas d’água e reservatórios devidamente tampados, elimine recipientes que acumulem água, faça a limpeza periódica de calhas e ralos e descarte corretamente pneus, garrafas e outros materiais que possam favorecer a reprodução do Aedes aegypti. A adoção dessas medidas é essencial para reduzir a circulação do mosquito e evitar novos casos de dengue, chikungunya e zika em todo o Estado.