Flávio Bolsonaro recebe autorização humanitária para ficar um ano nos EUA

Flávio Bolsonaro poderá permanecer nos Estados Unidos até outubro de 2027. O senador e seus familiares receberam autorização temporária para ficar no país por um ano, segundo registros migratórios consultados pelo portal Metrópoles.

Flávio Bolsonaro recebe autorização humanitária para ficar um ano nos EUA

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua família receberam autorização para permanecer temporariamente nos Estados Unidos por um período de um ano, conforme informações de registros migratórios americanos consultados pelo portal Metrópoles.

A entrada no país ocorreu na manhã desta quarta-feira (28), e a autorização foi concedida na categoria migratória conhecida como parole, que permite a permanência temporária em situações específicas, inclusive em determinados casos de natureza humanitária.

A permissão é válida inicialmente até 27 de outubro de 2027 e também contempla a esposa do senador, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal.

Autorização não significa concessão de asilo político

A autorização temporária não representa aprovação automática de um eventual pedido de asilo político. Caso seja solicitado, o pedido deverá passar por uma análise específica das autoridades americanas, que avaliarão se os requisitos legais foram atendidos.

Embora o governo dos Estados Unidos tenha informado anteriormente que concederia vistos a Flávio Bolsonaro e seus familiares, não foram divulgados todos os detalhes dos procedimentos migratórios adotados.

Viagem ocorreu após determinação do STF

A ida do senador aos Estados Unidos aconteceu após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega dos passaportes comum e diplomático à Polícia Federal. Segundo a reportagem, o prazo para cumprimento da ordem terminou na terça-feira (27), e a PF comunicou à Corte o descumprimento da determinação.

Ainda de acordo com informações divulgadas pela imprensa, Flávio teria utilizado o passaporte diplomático para entrar nos Estados Unidos e, anteriormente, o passaporte italiano durante o trajeto iniciado na Argentina.

O caso levanta questionamentos sobre o cumprimento da decisão judicial brasileira e os procedimentos que permitiram a entrada do senador em território americano.